Caiu na pegadinha e se deu mal

Um dia eu estava andando no centro da cidade e fui parado por um gordinho. Ele me perguntou se eu queria oito balas por um real. Eu não tinha reparado bem, mas quando ele falou comigo eu percebi que era o Marquinhos das pegadinhas. Pensei:

– Hoje estou com sorte. Vou aparecer na televisão! Quando o povo do colégio souber, vão babar meu ovo demais!

Falei na hora que queria as balas. Tirei uma nota de um real do bolso e paguei o cara, já procurando a câmera. Depois que a pegadinha acabasse eu poderia até pegar um autógrafo com o Marquinhos. As meninas do colégio iam todas ficar a fim de mim!

Fiquei esperando para ver como seria do desfecho daquela brincadeira de rua. O Marquinhos tirou um revólver da cintura e começou a atirar, mirando no meu pé. Eu estava tranqüilo, pois as balas deveriam ser de chumbinho. Mas aí eu vi que estavam furando o chão.

Comecei a correr, porque a pegadinha estava real demais. Dois oito tiros, um acertou meu pé. Doeu pra caralho! Parecia até bala de verdade.

Voltei pra casa mancando e contei o que aconteceu para os meus pais. A minha mãe fez um curativo e conseguiu tirar do meu pé a bala (calibre 38).

Naquela noite, eu e meu pai ficamos assistindo o programa do Jõao Kléber para ver a pegadinha que eu participei. Liguei pra todos os meus colegas, avisando. Mas a pegadinha não passou. Meu pai disse que eu era mentiroso e me bateu com o cinto.

3 comentários sobre “Caiu na pegadinha e se deu mal

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