A criação do universo

Um dia, o nada era a única coisa que existia. Ou seja: não existia nada. É. Nada mesmo. Nem uma poeirinha, nada, nada. Era um nada nem preto nem branco. Era de cor nenhuma. Era um vazio, uma coisa solta no ar, nem quente, nem frio. Ar é modo de dizer, porque o ar mesmo não existia.

Até que num cantinho, no meio do nada, deu pra ouvir um barulho.

– Oi, tudo bem? Meu nome é Wagner Love. Mas que silêncio é esse? Cadê todo mundo? Gostaria de estar marcando um horário…

Milhares de milhões de trilhões de anos se passaram, até W.L. perceber que falava sozinho. Porém, de tanto que gostava de falar, e pelo reverb natural que o nada dava a sua voz, o tempo pareceu bem menor pra ele.

– Engraçado, cadê todo mundo? Cadê as coisas?

Percebendo que sua voz era muito boa para se equiparar à de qualquer pessoa… E mais… Percebendo que não havia nada no mundo a não ser ele… W.L. descobriu que era Deus.

– Ah… Veja só que interessante. Quem diria. Eu, Deus… Agora eu posso criar tudo que eu quiser!

W.L. pensou por mais dois segundos e concluiu que daria muito, muito, muito trabalho ser Deus.

– Meu Deus! Digo, meu eu! Vou ficar a vida inteira só por conta de criar todas as coisas…

W.L. então foi direto ao assunto. Criou primeiro as coisas mais importantes: uma estação de rádio AM, a W.L.AM, e as ondas eletromagnéticas. Depois, deu todos os seus poderes a um velho que certo dia passou na porta de sua rádio. Então, W.L. acordou no mundo que conhecemos hoje.

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