Archive for the ‘As aventuras de Rogerinho’ Category

Bolada

Esse ano a minha festa de aniversário foi numa quadra de futebol society. Chamei todos os meus amigos. A gente jogava um pouco de futebol, comia um churrasquinho… Tava bom…

Até meu pai deu uma idéia:

– Rogerinho, junta seus colega pra gente jogar um futebolzinho! Vai ser o time dos solteiros contra o dos casados! (ele já tava meio bêbado)

Então foi todo mundo pra quadra. O time dos solteiros era eu e os meus colegas. E o dos casados, meu pai e os pais deles.

Assim que começou um careca já chegou dando uma tesoura no Felipinho (os velhos eram mó cavalão…)Depois foi a vez do Dioguinho. Um barbudo bundudo (acho que era pai do Geraldinho. Parecia com ele…). Bom, o barbudo chegou dividindo a bola com o Dioguinho e quase dividiu ele no meio! Literalmente!

Eu já tava até com medo de jogar. Fui indo de fininho pra lateral do campo, fingindo que ia tomar água. Achava até que ia escapar. Mas me enganei. Nessa hora eu senti uma dor fortíssima (igual a do parto), fiquei até sem ar. Só consegui me deitar e ficar na posição de cócoras para aliviar um pouco. Meus colegas até me ajudaram, levantando e abaixando as minhas pernas.

Depois, no hospital, foi que pude entender direito o que aconteceu. Meu pai, ao me ver saindo do campo, sentou um bicudo na bola e me acertou bem no meio do meu saco (meu pai é muito trouxa… puta que o pariu…)

Depois que o jogo acabou ele veio me visitar, mas parecia que ainda estava um pouco tonto. Junto com ele estava o médico. O dr. disse pro meu pai:

– O Rogério está bem agora, com os analgésicos as dores acabaram. Mas com esse choque, o canal uretrário dele foi afetado.

Na mesma hora meu pai falou, todo risonho:

– ó! Tá chique, hem Rogerinho! Fez até vasectomia! Que legal hem filhão!

Com essa notícia eu até fiquei mais feliz. Doeu, mas pelo menos a bolada serviu pralguma coisa…

UMA SEMANA DEPOIS…

Hoje a professora de Biologia explicou o que é vasectomia. Eu chorei.

Férias na roça

Fui passar essas últimas férias na roça. Na casa de um amigo do meu pai. O problema é que lá é roça mesmo, não tem telefone, TV, nada! Aliás, não tem nem eletricidade! Foi ruim, não deu nem pra levar meu Playstation 2 com 99 DVDs. Mas foda-se…

Continuando, vou contar pra vocês algo incrível que aconteceu lá. É que no primeiro dia, ficamos o dia inteiro fora de casa pescando (peguei um lambari de 3 metros), até anoitecer. Foi quando voltamos pra casa que eu comecei a dar falta da eletricidade…

Estava tão escuro que a única coisa que podíamos fazer era dormir. Passaram umas 3 horas e eu não conseguia dormir, acho que porque não estava acostumado com a casa. Foi então que senti uma grande vontade de fazer um cocozinho (eu estava segurando desde de manhã). Levantei e fui andando pela casa escura, desviando das cabeças de quem estava dormindo no chão. Fui entrando de porta em porta, procurando o banheiro. Depois de umas 5 tentativas, encontrei um cômodo de chão frio. Pensei:
– É o banheiro!

Fui procurar o vaso sanitário, enxergando somente pelo tato, encostando nas coisas. Achei um lugar mais alto, e lá, um buraco. Do lado, tinha um pano pendurado. Cheguei à conclusão:

– É o vaso. Aqui na roça eles devem limpar a bunda com esse pano.

Não pensei duas vezes e fui logo descendo o barro lá. Fui dormir tranqüilo. Acordei com uns berros da empregada:

– Quem cagou no forno a lenha e limpou a bunda no pano de prato?

Meu pai veio correndo com o cinto na mão pra bater em mim. Eu perguntei como eles descobriram que era eu e ele disse que foi pelo tamanho da bosta.

Empanturrado de comida

Hoje fui almoçar na casa da minha avó. Foi um grande almoço. Um verdadeiro banquete. Minha mãe disse que era o aniversário de alguém, mas eu esqueci de quem era.

Cheguei na casa da vovó e já fui dando os parabéns pra ela. Ela me olhou com cara de cu. Não sei se foi porque não era o aniversário dela ou se é porque depois dos 110 ninguém comemora mais um ano de vida…

Não importa. Só sei que a casa estava cheia de parentes. Tinha umas 500 pessoas. Aqueles tios que se vê de 10 em 10 anos, primos desconhecidos, todo mundo lá.Na hora do almoço uma tia velha já chegou me servindo.

– Toma esse franguinho, ta gostoso… O jiló ta uma delícia!

E ta que taca essa porcariada no meu prato. Era frango com pele, bacon cabeludo, arroz molhado… E a minha mãe apoiando:

– Come, meu filho, ta gostoso!

Gostoso… Gostoso o caralho! Cambada de coisa ruim. Comi rápido pra ficar livre de uma vez daquele atentado ao estômago, mas aí apareceu do nada, como se fosse o capeta, a tia velha que eu nunca vi na vida. Foi pegando o prato da minha mão e enchendo de merda de novo.

Para agradar o pessoal todo que estava lá, resolvi comer… Foi difícil, tava cheio demais, não descia mais nada. Como um milagre, consegui acabar com a tortura do segundo prato.

Mas aí quem pega o meu prato e vai enfiando gororoba de novo? A fedaputa da tia velha! Aí eu não agüentei: peguei o prato da mão dela, joguei na parede e mandei todo mundo pra puta que pariu. Ainda soltei um peidinho antes de ser agarrado pelo meu pai e apanhar de cinto na frente de todo mundo.